"... o meu coração me diz: Fundamental é ser feliz!!"
- Geraldo Azevedo -
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Não se acanhe! escreva aqui o seu comentário:
Quarta-feira, Março 11, 2009
Nossa, como meu blogguinho estava eferrujado!
Fazia muito tempo que eu não escrevia... tempo ou falta de inspiração... deixa pra lá! O importante é que estamos aí! Uhu!!!!
Bueno, então vamos começar deixando as coisas atualizadas por aqui, não é mesmo?
O post de hoje é grande, meio brabo para falar sobre, mas aborda o que aconteceu comigo de mais importante em 2008: eu quase morri!
Ééééé!
Foi brabo mesmo, mas, iniciemos minha odisséia médica-hospitalar do começo: tudo começou quando eu, uma menina matuta, arrumei um calo seco debaixo do pé e resolvi cutucá-lo... É estava em casa, sem ter o que fazer, né?. Ora, ora... basta dizer que, apenas cinco dias depois, eu dava entrada no hospital, SEM PREVISÃO DE ALTA, para me tratar de uma infecção enooorme na perna!
Eu tinha pego erisipela! (Mas, como todo caso é um caso, informo apenas que meu organismo estava debilitadíssimo por uma medicação que eu havia tomado na semana anterior à minha internação – devido a um torcicolo que tive-, minhas taxas estavam muito altas, as pernas inchadas, estava gordinha, sedentária, estressada e enlouquecida com a rotina diária de trabalhos e contas a pagar, enfim... Basta dizer que tem gente que pega erisipela e, três dias depois, já está trabalhando ‘normalmente’’, mas tem gente que pega erisipela e tem de amputar a perna! Como falei, cada caso é um caso!).
Voltando à minha enfermidade, quando a bactéria invadiu meu lindo corpinho de bailarina tailandesa (heim?!), ela fez a maior festa! Nunca senti tanta dor na minha vida! Até descobrirem um medicamento que inibisse a danada da invasora, eu sofria e ela se ‘aproveitava de mim!’. E essa descoberta aconteceu SOMENTE depois de duas semanas de internação. Hahahahah!
Eu já estava tendo início de infecção generalizada, caminhando pra ‘terra dos pés juntos’, quando a minha salvadora (Dra. Zoraya) me visitou e sugeriu a mudança de medicação junto aos cirurgiões vasculares que me atendiam. Ela disse que meu ‘dead line’ era de dois dias pra eu ‘reagir’ com as novas drogas, caso contrário... só Deus sabia o que me aconteceria...
Mas tudo não foi dor... hehehehe. Como sempre sou muito otimista e brincalhona, eu dizia às enfermeiras que eu parecia uma árvore de Natal com tantas bolinhas de soro e medicamentos pendurados em mim! Eu ria até mesmo quando elas injetavam o medicamento nas minhas veias (era como se colocassem acetona no meu organismo), aproveitava pra soltar minhas piadas... Sentia dor, mas ria!!
Ah, só pra ‘constar na Ata’, as minhas veias desenvolveram flebite (inflamaram tanto que pareciam que elas haviam estourado – ah, as veias dos dois braços e das mãos, hehehe). E, pra aliviar essas dores (e também por não haver mais veias disponíveis no meu corpinho), eles fizeram uma mini-cirurgia para colocar um cateter na veia central (é, aquela que sai da jugular mesmo... hehehe!).
Isso tudo sem contar que eu precisava me levantar pra ir ao WC de duas em duas horas, devido ao frio do quatro (Ah, eu havia pego outra infecção lá no hospital). Mas, como ir ao banheiro sem conseguir usar as mãos? Ligada a um suporte cheeeeio de soros e medicamentos e sem conseguir abaixar a perna??? Detalhe: minha perna esquerda (abaixo do joelho) estava como se tivessem jogado óleo fervente, inchada (da largura da minha coxa), cheia de bolhas e latejando por causa da má-circulação...
E aí, já começou a chorar com meu drama???
Pra encurtar a estória, oS medicamentoS fizeram efeito. Passei, ao final de tudo, 20 dias internada e mais 15 dias em casa, e com a perna pra cima!. Ainda tomei muitas vitaminas por um bom tempo e vasodilatarores por mais de 8 meses. Estou ainda me recuperando, apesar disso ter acontecido há mais de 9 meses... É, com erisipela não tem como baixar a guarda...
As enormes bolhas causadas pela doença sumiram, mas deixaram uma cicatriz roxa escura enorme em seu lugar (abaixo do joelho, a perna esquerda inteira). E, como eu sou branquinha, elas ficam bem em evidência. Já coloquei inúmeros cremes e pastas e nada fez efeito. O médico vascular diz que elas pro-va-vel-men-te não vão sumir mais. Fiquei triste com a colocação dele, claro. Meu lado mulher falou alto, mas o lado de pessoa religiosa, temente e crente em Deus, falou mais ainda: percebi que isso, essas marcas, eram bobagem. Se eu estava viva, se havia escapado ‘de uma’, porque teria de reclamar e pedir mais isso a Deus?
Eu não chorei pelo que me aconteceu, nem mesmo no hospital eu me culpei... Chorei apenas na segunda semana de internação, mas pq não aguentava mais as dores na perna e no corpo. Até porque eu não costumo chorar pelo leite derramado, procuro correr atrás do prejú e ver o que pode ser resolvido.
Se Deus me permitiu que eu conhecesse meu novo sobrinho, Guilherme (depois falo sobre ele noutro post), se me permitiu levar uma vida regrada, mas normal, como todo mundo, então, pq ainda ficaria chateada com o que aconteceu?
Foi imprudência, de minha parte claro que foi, mas já que aconteceu, e se estou bem, então, bola pra frente e pronto! É assim que a vida tende ser: o que passou, já foi. Não volta. Aprende-se e segue-se a vida, não é mesmo?
Ixe! Acho que já escrevi demais!
Bjs e até o próximo post!
2:40 PM
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